Quem me conhece sabe: fui professora de Língua Portuguesa por 31 anos numa escola pública de Curitiba. Aposentei em 2024 com a sensação esquisita de quem trabalhou a vida inteira e ainda assim chega no fim do mês contando trocado.
A aposentadoria caiu pela metade do meu último salário ativo. Em outubro do ano passado, fiz uma coisa que jamais imaginei que faria: paguei R$ 297 num curso digital. E comprei preparada para perder esse dinheiro.
Como cheguei no Felipe Sempe
Não foi por anúncio. Foi pelo meu filho mais velho, o Rodrigo. Numa visita a Curitiba, depois que meu marido e eu reclamamos do dinheiro que não dura, ele falou: "Mãe, tem um cara que ensina um sistema bom pra esse caso. Chama-se Felipe Sempe. Dá uma olhada antes de descartar."
Como toda professora que se preze, fui pesquisar. Passei dois sábados inteiros estudando o método antes de comprar. Assisti à apresentação completa. Li artigos. Vi depoimentos no YouTube. Procurei reclamações.
Por que achei que ia perder dinheiro
Minha primeira impressão sobre o Felipe Sempe foi negativa. Achei que era mais um "guru" da internet vendendo promessa fácil pra gente desesperada. Comprei mesmo assim — mas comprei mentalmente preparada pra perder os R$ 297. Foi quase um experimento. Eu queria poder voltar e dizer pro Rodrigo "viu, mãe sabe das coisas".
Foi o pior investimento que eu já fiz, no sentido de que minhas previsões estavam todas erradas.
Os primeiros 30 dias: o que não estava nos planos
A primeira coisa que me surpreendeu foi a estrutura do curso. Como professora, eu reconheço material bem montado quando vejo. As aulas do LTA são curtas, sequenciais, e o conteúdo escala em complexidade na ordem certa. É um material pedagogicamente bom — não esperava isso.
A segunda surpresa foi que o método não exige criatividade nem aparição. Eu, que tenho horror a câmera e nunca postei nada nas redes, descobri que dava pra operar inteiramente dos bastidores.
A terceira surpresa veio no dia 23, quando recebi a primeira venda. Foi uma de R$ 47. Fui na cozinha, sentei na mesa e fiquei encarando o teto por uns 15 minutos. Não me orgulho de dizer, mas eu chorei. Não foi pelo dinheiro. Foi por entender, no meu corpo, que aos 53 anos eu ainda era capaz de aprender uma coisa nova e fazer ela funcionar.
Mês 2 e 3: a coisa começou a ficar séria
Primeiro mês fechado: R$ 290. Praticamente o que eu tinha pago no curso. Empate técnico — mas com um sistema rodando.
Segundo mês: R$ 1.510. Já era praticamente um terço da minha aposentadoria, ganhando 2 horas por dia.
Terceiro mês: R$ 3.240.
No fim do terceiro mês, o meu marido Hélio veio falar comigo na cozinha: "Sandra, isso aí está superando minha aposentadoria. Você está se dando conta?"
Eu estava. Mas confesso que custou alguns dias pra processar.
O que descobri sobre quem está no LTA aos 50+
Quando entrei no grupo de alunos, esperava encontrar gente jovem e antenada. Encontrei o oposto: aposentada de Recife, dona de casa de Goiânia, ex-bancário em Porto Alegre, mecânico em Belo Horizonte. Gente da minha idade, da idade do meu irmão, da idade da minha mãe.
O método é desenhado pra funcionar com pessoas reais — não com influenciador digital de 22 anos.
Para outros aposentados que estão lendo isso
Se você é aposentado e está como eu estava — desconfiado, cansado, com pé atrás —, vou te dizer três coisas:
- Você não precisa entender de internet pra começar. Eu não entendia. As aulas pegam você do zero absoluto.
- Você não precisa aparecer. Não tem câmera, não tem rede social. É um sistema técnico que roda nos bastidores.
- Você não vai ficar rico em 30 dias. Mas em 90 dias, você pode estar ganhando mais que sua aposentadoria. Foi o meu caso.
Recomendo começar assistindo à apresentação completa do método. Foram esses 20 minutos que me deram coragem de tentar. Se fizer sentido, o acesso ao curso está disponível com desconto para leitores deste blog: Low Ticket Automático 2.0 com desconto.